Somos natureza, mas agimos como se não fôssemos”, de Fátima Alves, publicado no jornal Diário As Beiras, é um convite claro a reaprendermos a habitar o mundo. Num tempo em que a crise ecológica se faz sentir na saúde, na economia e no quotidiano, o texto lembra-nos algo essencial: não estamos fora da natureza — somos parte dela.
Com uma escrita lúcida e envolvente, Fátima Alves desmonta a falsa fronteira entre “humanos” e “ambiente” e propõe um outro horizonte: o do cuidado, da corresponsabilidade e da justiça entre gerações. O artigo desafia-nos a trocar a lógica do extrativismo por uma ética de interdependência, onde conhecimento científico, saberes locais e políticas públicas cooperam para proteger a vida em todas as suas formas.
Ao longo do texto, sobressaem três apelos concretos:
- Cuidar do território como quem cuida de casa — da água aos solos, da biodiversidade às cidades, alinhando decisões individuais com o bem comum.
- Transformar políticas em práticas, com participação cidadã, transparência e avaliação, para que as promessas de sustentabilidade ganhem realidade.
- Reencantar o quotidiano, aproximando escolas, serviços de saúde, comunidades e instituições culturais, para que a transição ecológica seja justa, inclusiva e vivida no dia a dia.
Este é um texto para ler devagar e partilhar: uma chamada à ação serena, feita de gestos possíveis — reduzir, restaurar, regenerar — e de um compromisso renovado com a Terra que nos sustenta.
Convidamos a descobrir o artigo completo no PDF abaixo.
* Grupo de Investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado TERRA da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal. Somos natureza, mas agimos como se não fôssemos (1 MB)
Alves, F. (2025, setembro 20). Somos natureza, mas agimos como se não fossemos. Diário As Beiras. https://www.asbeiras.pt/opiniao-somos-natureza-mas-agimos-como-se-nao-fossemos/

