Categoria: Artigos de Opinião

  • «Criticamos, mas o que transformamos?»

    «Criticamos, mas o que transformamos?»

    A coordenadora e investigadora do Grupo de Investigação Sociedades e Sustetanbilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, Fátima Alves, assina o artigo de opinião «Criticamos, mas o que transformamos?», publicado a 19 de setembro de 2026, no jornal Diário As Beiras.

    Partindo de uma reflexão sobre o papel da crítica na sociedade contemporânea, o artigo questiona a distância que, tantas vezes, separa o reconhecimento das injustiças da transformação efetiva das práticas e estruturas que as sustentam. Num contexto em que conceitos como desigualdade, racismo, colonialismo, patriarcado e injustiça climática ocupam um lugar crescente no debate público, a autora convida-nos a refletir sobre os limites da denúncia quando esta não se traduz em mudanças concretas. A autora explora esta questão em diferentes domínios, da investigação académica aos museus, das universidades às organizações e às políticas de sustentabilidade, evidenciando a importância de questionar não apenas os discursos, mas também as relações de poder, as práticas institucionais e os processos de decisão.

    Convidamos à leitura integral do artigo e à reflexão sobre a questão que lhe dá título: criticamos, mas o que transformamos?

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  • Quando uma voz se cala, o silêncio nunca é apenas individual

    Quando uma voz se cala, o silêncio nunca é apenas individual

    No seu mais recente artigo de opinião, a investigadora Fátima Alves convida-nos a refletir sobre o impacto do silêncio, da perda e da responsabilidade coletiva na construção de uma sociedade mais humana, solidária e democrática.

    Num tempo em que tantas vozes se perdem no ruído ou são simplesmente silenciadas, este texto lembra-nos da importância de escutar, cuidar e agir.

    Vale a pena ler, pensar e partilhar.

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  • Quando o calor aperta – Restaurar ecossistemas ou restaurar relações

    Quando o calor aperta – Restaurar ecossistemas ou restaurar relações

    🌿 Novo artigo de opinião de Fátima Alves no Diário As Beiras

    Numa manhã numa comunidade costeira do Brasil, o bombo começou a tocar, diferentes gerações ensaiaram os passos da Festa do Coco, e tornou-se evidente algo que nenhum relatório de biodiversidade consegue capturar: regenerar um ecossistema sem regenerar a rede de relações que lhe dá sentido é “restaurar a paisagem provisoriamente e deixar morrer, em silêncio, o que lhe dava sentido”.

    Da Paraíba ao planalto mirandês, o mecanismo de perda é o mesmo: plantam-se árvores, mas não se planta continuidade. Recuperam-se solos, mas não quem ainda sabia lê-los.

    Um texto que nos convida a pensar o restauro da natureza a partir do paradigma do cuidado e das comunidades como coautoras, não como beneficiárias.

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  • O balcão vazio e a democracia em falta

    O balcão vazio e a democracia em falta

    📢 Artigo de opinião publicado!
    Foi recentemente publicado no Diário As Beiras o artigo de opinião “O balcão vazio e a democracia em falta”, da autoria de Fátima Alves, coordenadora do Grupo de Investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal.
    🧾 Partindo de uma experiência quotidiana de contacto com os serviços públicos, o texto propõe uma reflexão crítica sobre as dificuldades crescentes de acesso dos cidadãos a respostas institucionais básicas, num contexto marcado pela burocratização, pela digitalização acelerada e pela fragilização das relações entre o Estado, os serviços públicos e a cidadania.
    💻 A autora sublinha que a digitalização, quando não é acompanhada por inclusão, acessibilidade e apoio efetivo às populações mais vulneráveis, pode transformar-se num fator adicional de desigualdade. Esta questão torna-se particularmente relevante num país envelhecido, onde persistem assimetrias significativas no acesso à literacia digital, à informação e aos serviços essenciais.
    🏛️ O artigo evidencia, ainda, que a democracia não se constrói apenas nos momentos eleitorais, mas também na experiência concreta dos cidadãos perante as instituições. A possibilidade de obter uma resposta, exercer um direito ou resolver um problema sem depender de redes informais constitui uma dimensão fundamental da confiança pública e da legitimidade democrática.
    🌍 Este contributo reforça a importância de compreender a sustentabilidade também na sua dimensão social, institucional e democrática, chamando a atenção para a necessidade de serviços públicos mais humanos, acessíveis, inclusivos e territorialmente justos.

    Convidamos a descobrir o artigo completo no PDF abaixo.