Etiqueta: Fátima Alves

  • Entre o perfeito e o possível: Uma etnografia do bom cuidado na doença mental grave em Portugal

    Entre o perfeito e o possível: Uma etnografia do bom cuidado na doença mental grave em Portugal

    Já está disponível o novo livro de Joana R. Zózimo, investigadora do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado TERRA da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, “Entre o perfeito e o possível: Uma etnografia do bom cuidado na doença mental grave em Portugal”, fruto do seu doutoramento em Sociologia.

    A partir de um estudo etnográfico realizado em contexto hospitalar, a autora explora o significado do bom cuidado na doença mental grave, dando visibilidade às práticas, às relações e aos desafios quotidianos de quem cuida e de quem é cuidado.

    Entre os ideais de cuidado e as possibilidades concretas da prática, esta obra convida-nos a refletir sobre a saúde mental, as dinâmicas de cuidado e a importância de reconhecer a experiência de utentes, profissionais e familiares.

    O livro conta com o prefácio de Fátima Alves e Sílvia Portugal, orientadoras do trabalho de doutoramento que esteve na sua origem.

    Uma obra que contribui para o debate sobre o cuidado em saúde mental, cruzando sociologia, experiência e reflexão crítica sobre as práticas de cuidado.

  • Tendas e baldios: indignar-se é um ato democrático

    Tendas e baldios: indignar-se é um ato democrático

    A investigadora e coordenadora do GI, Fátima Alves, assina um novo artigo de opinião no Jornal Diário As Beiras, onde reflete sobre os protestos no Porto, em torno do direito à habitação, e em Covas do Barroso, em defesa dos territórios e dos modos de vida das comunidades locais.

    Partindo destes dois contextos, a autora questiona quem decide sobre os lugares onde vivemos, os recursos que partilhamos e o futuro que queremos construir. Uma reflexão sobre justiça social e ambiental, participação cidadã e o direito das populações a serem ouvidas nas decisões que afetam as suas vidas.

    💬 «Indignar-se é um ato democrático.»

    Porque a democracia não se esgota no voto: exige escuta, participação e o reconhecimento dos direitos das comunidades.

    Leia o artigo completo no PDF abaixo

  • Primary healthcare, climate-related health impacts and intercultural dialogue: bibliometric evidence of a fragmented research field

    Primary healthcare, climate-related health impacts and intercultural dialogue: bibliometric evidence of a fragmented research field

    É com muito gosto que partilhamos a publicação de um novo artigo, em acesso aberto, resultante do trabalho de investigação de Nidia Ponte, no âmbito do seu doutoramento em Relações Interculturais na Universidade Aberta de Portugal, desenvolvido em articulação com o GI Societies and Environmental Sustainability Research Group, do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, laboratório Associado TERRA, da Universidade de Coimbra com uma Extensão na Universidade Aberta de Portugal.

    O artigo, assinado em coautoria com os seus orientadores, Fátima Alves e Diogo Guedes Vidal, procura perceber o que acontece quando colocamos em diálogo três áreas de investigação particularmente relevantes no presente: os cuidados de saúde primários, os impactos das alterações climáticas na saúde e o diálogo intercultural.

    Através de uma análise bibliométrica sistemática, foram identificados mais de 19 mil registos, dos quais 745 foram analisados em texto integral. Um dos resultados mais interessantes é também um dos mais reveladores: nenhum dos trabalhos analisados reunia, simultaneamente, as três dimensões que estruturam esta investigação. O estudo permite, assim, olhar para este campo não apenas a partir dos temas que têm sido investigados, mas também das redes de colaboração, comunidades científicas e geografias do conhecimento que se foram formando. A investigação mostra uma área ainda bastante fragmentada, com redes temáticas e regionais relativamente separadas, e com a dimensão dos impactos das alterações climáticas na saúde ainda pouco integrada na investigação sobre competência cultural, migração, comunicação e acesso aos cuidados de saúde.

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  • «Criticamos, mas o que transformamos?»

    «Criticamos, mas o que transformamos?»

    A coordenadora e investigadora do Grupo de Investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, Fátima Alves, assina o artigo de opinião «Criticamos, mas o que transformamos?», publicado a 19 de setembro de 2026, no jornal Diário As Beiras.

    Partindo de uma reflexão sobre o papel da crítica na sociedade contemporânea, o artigo questiona a distância que, tantas vezes, separa o reconhecimento das injustiças da transformação efetiva das práticas e estruturas que as sustentam. Num contexto em que conceitos como desigualdade, racismo, colonialismo, patriarcado e injustiça climática ocupam um lugar crescente no debate público, a autora convida-nos a refletir sobre os limites da denúncia quando esta não se traduz em mudanças concretas. A autora explora esta questão em diferentes domínios, da investigação académica aos museus, das universidades às organizações e às políticas de sustentabilidade, evidenciando a importância de questionar não apenas os discursos, mas também as relações de poder, as práticas institucionais e os processos de decisão.

    Convidamos à leitura integral do artigo e à reflexão sobre a questão que lhe dá título: criticamos, mas o que transformamos?

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