Nos últimos anos, vulgarizou-se a ideia de que vivemos no ‘Antropoceno’, na época geológica em que as ações humanas têm impactos ecológicos e climatéricos profundos à escala planetária.
O Antropoceno é a era das alterações climáticas, da perda de biodiversidade, e de vários outros problemas ambientais que perturbam as vidas das várias espécies do planeta, incluindo as da humanidade.
Dada a sua gravidade atual e potencial, enfrentar os problemas ambientais gerados no Antropoceno exige contributos de múltiplas áreas da vida, académicas e outras. Neste contexto, as artes têm dado contributos importantes para compreendermos o Antropoceno, para nele (sobre)vivermos e para lhe resistirmos.
É por isso que, seguindo iniciativas anteriores da Linha de Investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (Societies and Environmental Sustainability Research Group do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet)e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, como sejam o ‘cinema natureza’ e a Extensão do CineEco, juntamos nesta conferência especialistas em duas artes visuais, João Miguel Lameiras e Mário Jorge Branquinho, para traçarmos o panorama atual da reflexão sobre o Antropoceno na banda desenhada e no cinema, bem como para pensarmos nos contributos que podem ser dados nestes meios para lidarmos com os problemas ambientais da contemporaneidade.
Oradores:
JOÃO MIGUEL LAMEIRAS
Nascido em Coimbra em 1966, é Mestre em História da Arte pela Universidade de Coimbra e Especialista em BD e ilustração, com obras publicada em jornais, revistas, livros e catálogos. Lecionou na Escola Superior Artística de Guimarães (Licenciatura de Banda Desenhada e Ilustração e Mestrado de Ilustração) e no Politécnico do Cávado e do Ave (Mestrado de Ilustração e Animação). Para além de ter realizado a curadoria de diversas exposições para Festivais de BD nacionais e estrangeiros, é tradutor, argumentista, prefaciador e editor de BD. É um dos sócios da Dr. Kartoon, livraria especializada em BD, sócio fundador da Cooperativa Editorial A Seita e produtor e programador do Coimbra BD. A adaptação do livro Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, feita com Miguel Jorge, Imagens de uma Revolução, com João Paiva Boléo e João Ramalho-Santos e Conversas de Banda Desenhada, com Carina Correia, foram os seus últimos livros publicados.
MÁRIO JORGE BRANQUINHO
Licenciado em Ciências Sociais e Mestre em Animação Artística. Fundador e ex-diretor do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela (1995 – 2022). Sócio honorário da Green Film Network (GFN) rede internacional de festivais de cinema de ambiente. Desenvolveu funções na Câmara de Seia, onde foi programador da Casa Municipal da Cultura e dirigiu o Festival Seia Jazz & Blues. Desde Dezembro de 2022 é diretor geral e de programação do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.

