Etiqueta: Fátima Alves

  • Água e desenvolvimento: a importância das perceções sociais em Marrocos

    Água e desenvolvimento: a importância das perceções sociais em Marrocos

    📢 Nova publicação científica

    Partilhamos a recente publicação do artigo:

    📄 “Água e desenvolvimento: a importância das perceções sociais em Marrocos”

    🗓️ Revista AD ASTRA – Universidade Aberta (2026)

    📥Acesso ao artigo

    Este trabalho, da autoria de Sofia Fernandes e Fátima Alves, propõe uma reflexão crítica sobre um dos desafios mais estruturantes do nosso tempo: a escassez de água no contexto das alterações climáticas e do desenvolvimento sustentável, tomando Marrocos como caso de estudo.

    Num cenário marcado pela diminuição da disponibilidade hídrica per capita, o artigo analisa de forma integrada os impactos sobre agricultura, segurança alimentar e energética, estabilidade social e dinâmicas territoriais, evidenciando como a gestão da água se encontra no centro de múltiplas tensões socioecológicas.

    🌍 A partir de uma leitura que cruza contextos rurais e urbanos, os autores destacam:

    • O papel da sobreexploração dos recursos hídricos e das transformações nos sistemas agrícolas

    • As dinâmicas de mobilidade (migração) como resposta a pressões ambientais e económicas

    • Os desafios associados a grandes soluções tecnológicas e infraestruturais face ao aumento da procura de água

    • A necessidade de alinhar políticas públicas com práticas sociais e comportamentos de consumo

    🔍 Um dos contributos centrais do artigo reside na valorização das perceções sociais e do conhecimento local. Longe de serem secundárias, estas dimensões revelam-se fundamentais para compreender como as comunidades interpretam, adaptam e respondem às mudanças ambientais, influenciando diretamente a eficácia das estratégias de governação.

  • Provas de agregação na área científica de ciências sociais | Fátima Alves

    Provas de agregação na área científica de ciências sociais | Fátima Alves

    Ontem, dia 20 de abril, na Sala de Atos da Universidade Aberta de Portugal, realizaram-se as Provas de Agregação na Área Científica de Ciências Sociais, subárea de Sociologia, área disciplinar de Sustentabilidade e Desenvolvimento da coordenadora do GI, Fátima Alves.

    As sessões ilustraram a materialização de um percurso raro, daqueles que não apenas percorrem caminhos, mas que os criam. Fátima Alves não só coordena, como fundou, no seio do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, um espaço intelectual e coletivo que hoje é incontornável. Com ele, contribuiu para abrir a ecologia às ciências sociais, e a sociologia à complexidade do mundo vivo, recusando fronteiras disciplinares rígidas e afirmando a necessidade de pensar em relação, em interdependência, em coevolução.

    O seu percurso é, nesse sentido, pioneiro e estruturante. Ao longo dos anos, tem vindo a desbravar, com rigor e sensibilidade, o campo das relações socioecológicas, convocando pluralidades de saberes, práticas e epistemologias, e insistindo nos diálogos — por vezes difíceis, sempre necessários — que permitem compreender os mundos da vida na sua densidade e heterogeneidade.

    A sua coragem intelectual e sofisticada, como referida pelos membros do júri, sustenta uma sociologia da natureza que não observa “o ambiente” como exterior, mas que o reconhece como constitutivo das próprias relações sociais, dos modos de conhecer e de existir. Uma sociologia que se faz também nas margens, nas tensões, nos encontros entre disciplinas, saberes e formas de vida.

    Nada disto é simples. É um trabalho exigente, por vezes solitário, frequentemente atravessado por resistências. Mas é, também, um trabalho profundamente necessário — talvez mais do que nunca — num tempo em que os desafios ecológicos nos obrigam a repensar, de forma radical, o lugar do humano no mundo.

    O grupo de investigação reconhece, com profunda estima e gratidão, tudo o que este percurso tornou possível. Não apenas enquanto produção científica, mas enquanto criação de comunidade, de linguagem comum, de horizonte 🌿

  • Science & Natural History Museums for Critical Scientific Literacy and Social Change

    Science & Natural History Museums for Critical Scientific Literacy and Social Change

    📢 Novo artigo publicado!

    É com grande entusiasmo que partilhamos o primeiro artigo no âmbito do doutoramento de Lídia Diogo, intitulado “Science & Natural History Museums for Critical Scientific Literacy and Social Change: A Critical Perspective on Where We Are Now and Ways Forward”

    Doutoranda na Universidade de Coimbra, LídiaDiogo desenvolve a sua investigação com o apoio de uma Bolsa PRICS/FCT, integrada no grupo de investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet da Universidade de Coimbra, Laboratório Associado Terra, e na sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal. Este trabalho é coassinado com a sua equipa de orientação em Portugal, Fátima Alves e Diogo Guedes Vidal, e com Juliana Manso Sayão da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro e Museu Nacional da mesma universidade.

    📍 Este artigo foi apresentado no âmbito da 20th International Technology, Education and Development Conference (INTED2026), que decorreu entre 2 e 4 de março de 2026, em Valência, Espanha.

    🔎 O trabalho propõe uma reflexão crítica sobre o papel dos museus de ciência e história natural num contexto de crise socioecológica profunda, marcado pela desinformação e pela crescente distância entre conhecimento científico e ação coletiva.

    💡 Entre as principais ideias destacam-se:

    A urgência de ultrapassar modelos tecnocráticos e despolitizados de comunicação científica

    A importância da literacia científica crítica como ferramenta para o envolvimento cívico

    O papel dos museus enquanto agentes ativos de justiça socioecológica

    A necessidade de reconhecer e enfrentar legados coloniais e estruturas de poder no conhecimento científico

    Mais do que espaços de conservação, os museus são desafiados a tornar-se espaços de debate, participação e transformação social.

    👏 Parabéns à Lídia por este importante marco no seu percurso académico!

    📖 Fica o convite à leitura e à reflexão — que papel queremos que estas instituições desempenhem no futuro?

  • 🌍📢 Novo Número Temático | Interculturalidade, Clima e Saúde

    🌍📢 Novo Número Temático | Interculturalidade, Clima e Saúde

    É com grande satisfação que divulgamos o número temático “Intercultural Dialogue in Climate Change and Health: Bridging Patients and Health Professionals in a Changing Climate”, em aberto na revista Frontiers in Health Services (Q1; IF 2.7).

    Este trabalho inscreve-se na trajetória de investigação do grupo Sociedades e Sustentabilidade Ambiental, refletindo um compromisso contínuo com a análise das interligações entre ambiente, saúde e dinâmicas socioculturais. Em particular, este número articula-se com a investigação em curso no âmbito da tese de doutoramento em relações interculturais de Nidia Ponte, em curso na Universidade Aberta de Portugal sob orientação de Fátima Alves e Diogo Guedes Vidal. A edição deste número temático conta ainda com a participação de Marina Kovaleva e Franziska Wolf da HAW Hamburg, reforçando a dimensão colaborativa e interdisciplinar desta iniciativa.

    Num contexto de crescente complexidade climática, este conjunto de contributos sublinha a importância do diálogo intercultural na construção de respostas mais inclusivas, eficazes e sensíveis às realidades dos diferentes grupos sociais, promovendo pontes entre utentes e profissionais de saúde.

    🔗 Consulte o número completo aqui: https://www.frontiersin.org/…/intercultural-dialogue-in…