Artigo científico publicado em 2024 na revista Environmental Sciences Europe, com a participação de Diogo Guedes Vidal e Fátima Alves.
Referência bibliográfica
Vidal, D. G., Alves, F., Valentim, C. S., & Freitas, H. (2024). Natures instead of nature—plural perceptions and representations of nature and its challenges for ecological transition: a systematic review of the scientific production. Environmental Sciences Europe, 36(1), 1–24. https://doi.org/10.1186/s12302-024-00934-5
O novo episódio do podcast “Compor Mundos” está no ar e junta Vanda Viegas e Diogo Guedes Vidal à conversa sobre a génese e consolidação da Unidade Curricular “Ambiente, Saúde e Bem-estar” da Licenciatura em Ciências Sociais da Universidade Aberta de Portugal, na qual colaboram como tutores. Ao longo de quase 30 minutos, são percorridos os 7 anos de história desta Unidade Curricular, concebida e coordenada por Fátima Alves, destacando a componente disruptiva da mesma numa licenciatura em ciências sociais, indo além das abordagens tradicionais e enfatizando a complexidade dos campos do ambiente e saúde como construções sociais espaço-temporalmente determinadas. Para além do seu contributo ao nível do desenvolvimento do pensamento crítico, Vanda Viegas refere ainda o papel importante que esta Unidade Curricular tem ao nível da construção de futuros possíveis ajustados à diversidade de contextos, uma ferramenta crucial para enfrentar os desafios socioambientais contemporâneos com resiliência e empatia.
Convidamos-vos a ouvirem o Podcast e a refletirem connosco sobre estas temáticas tão pertinentes.
Vidal, D. G. (Host), & Viegas, V. (Guest). (2024, abril 22). Ambiente, Saúde e Bem-estar: Refletindo sobre um currículo necessariamente em mudança no ensino superior (No. 26) [Spotify Audio Postcast]. Em Compor Mundos. https://open.spotify.com/episode/0wE9dYJI6YlgP3uJnu4TSo
Estamos entusiasmados em partilhar que a Societies and Environmental Sustainability Research Line participou no 1º Intercâmbio Formativo e Oficina de Trabalho da Rede Marangatu – Rede de Ciência Cidadã para Governança Territorial e Promoção de Políticas de Preservação e Valorização da Sociobiodiversidade Costeira Marinha, coordenada pelo investigador Edmundo Gallo do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina – OTSS e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O projeto Associado da Societies and Environmental Sustainability Research Line do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua extensão na Universidade Aberta de Portugal “Promovendo o valor Cultural da Biodiversidade e da Sustentabilidade em Territórios Marinhos Costeiros: valorizando os saberes-fazeres plurais através da Universidade Intercultural dos Povos” teve uma participação ativa neste encontro que ocorreu em Paraty, Rio de Janeiro, Brasil, entre os dias 7 e 9 de abril.
Contamos com a presença física da coordenadora do projeto associado, Fátima Alves, e da investigadora Marília Fonseca, enquanto a investigadora Rosário Rosa e o investigador Diogo Guedes Vidal estiveram virtualmente presentes nas discussões. Desta equipa fazem ainda parte as investigadoras Helena Freitas, Paula Castro, Ana Mendonça, Vanda Viegas e Júlia Borges, bem como o investigador Jorge Moreira.
Entrevista Phoenix H2020: Como Incluir os Não Humanos e o Futuro nos Processos Participativos.
Nesta entrevista dentro do contexto da participação da Societies and Environmental Sustainability Research Line do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet no projeto europeu Phoenix H2020, o investigador Diogo Guedes Vidal discute sobre a relação entre humanos e não humanos e reflete sobre formas de tornar os processos participativos mais inclusivos. Quando certas vozes são silenciadas, não prejudica apenas os seus interesses, mas também coloca o planeta e seu futuro em risco. Para além dos grupos e comunidades historicamente marginalizadas, é também importante reconhecer e considerar a representatividade dos não humanos e das gerações futuras. Ao reconhecermos este imperativo, emerge a responsabilidade moral de agir de forma sensata, de priorizar a justiça, a empatia e a procura do bem comum nos processos participativos. A transição ecológica deve, assim, enfatizar a transparência, acomodar diferentes estilos e necessidades de comunicação, e reconhecer a importância dos interesses não humanos e das gerações futuras nos processos de decisão .