Categoria: Internacional

Publicação ou comunicação de âmbito internacional.

  • Promoting ecosystems conservation and community-based economic alternatives in a changing climate: impacts of Tourism (Cananéia, São Paulo, Brazil)

    Capítulo publicado em 2022 no livro Research Anthology on Ecosystem Conservation and Preserving Biodiversity, com a participação de Fátima Alves.

    Referência bibliográfica

    Salgueiro, J., Vieira, J. G. M. S., Alves, F., Soares, A. M. V. M., Azeiteiro, U. M., & Morgado, F. (2022). Promoting ecosystems conservation and community-based economic alternatives in a changing climate: impacts of Tourism (Cananéia, São Paulo, Brazil). In Research Anthology on Ecosystem Conservation and Preserving Biodiversity (pp. 384–401). IGI Global Scientific Publishing. https://doi.org/10.4018/978-1-6684-5678-1.ch020

  • Migração ambiental na região MENA: O caso de Marrocos

    Migração ambiental na região MENA: O caso de Marrocos

    Sofia Fernandes e Fátima Alves publicam capítulo no livro “The Climate-Conflict-Displacement Nexus from a Human Security Perspective“.

    A importância dos factores ambientais no processo de mobilidade humana é reconhecida pelo IPCC, pela CQNUAC e pelo Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular. No entanto, a complexidade dos factores que determinam a migração tende a limitar a análise numa perspetiva de alterações ambientais, devido à decisão multifacetada da migração. Por outro lado, os migrantes podem também contribuir para estratégias de adaptação às alterações climáticas nas suas comunidades de origem. A fim de abordar os desafios e o potencial positivo da migração, é relevante integrá-la no debate global sobre a adaptação às alterações climáticas. Este capítulo tem como objetivo apresentar uma panorâmica dos estudos que se centram no nexo migração-ambiente-clima na região do Médio Oriente e Norte de África (MENA), salientando as lacunas no conhecimento existente, que refletem a falta de estudos para vários países da região, apesar dos impactos previstos das alterações climáticas e da elevada prevalência de movimentos migratórios na região. É dado especial destaque a Marrocos, um país polimórfico em termos de fluxos migratórios, que regista uma das mais elevadas frequências de estudos na região sobre a relação entre alterações climáticas e migração. A principal fonte de informação é o CliMig, uma base de dados que compila os recursos bibliográficos que abordam o nexo migração-ambiente-clima.

    Fernandes, C. S. F., & Alves, F. (2022). Environmental Migration in the MENA Region: The Case of Morocco. Em M. Behnassi, H. Gupta, F. Kruidbos, & A. Parlow (Eds.), The Climate-Conflict-Displacement Nexus from a Human Security Perspective (pp. 111–127). Springer International Publishing. https://doi.org/10.1007/978-3-030-94144-4_6

  • Os conhecimentos ecológicos tradicionais sobre a pesca do guaiamum em áreas protegidas do rio São João

    Os conhecimentos ecológicos tradicionais sobre a pesca do guaiamum em áreas protegidas do rio São João

    Este livro resulta do Projeto Guaiamum – Bioecologia e Etnoconhecimento para a Conservação, que tem por objetivo contribuir para a proteção do Guaiamum e para a sustentabilidade da atividade de pesca artesanal dessa espécie. Neste livro enfatiza-se a importância do diálogo entre os conhecimentos tradicional e académico mobilizando a participação dos pescadores artesanais ao longo de todo o processo, dando assim voz a estes atores locais na definição de politicas de conservação e proteção.

    Convidamo-lo a ler esta obra e a aprofundar o tema. Clique AQUI para o descarregar.

    Fonseca, M., Alves, F., Mota, L., & Macedo, M. (2022). Os conhecimentos ecológicos tradicionais sobre a pesca do guaiamum em áreas protegidas do rio São João. Projeto Guaiamum e autores. http://hdl.handle.net/10400.2/12419

  • O Guaiamum no Rio São João e a gestão das áreas protegidas: da diversidade de atores aos conflitos sociais

    O Guaiamum no Rio São João e a gestão das áreas protegidas: da diversidade de atores aos conflitos sociais

    Este livro “O guaiamum no rio São João e a gestão das áreas protegidas: da diversidade de atores aos conflitos locais” faz parte de uma trilogia resultante do Projeto Guaiamum – Bioecologia e Etnoconhecimento para a Conservação, cujo objetivo é promover estratégias que compatibilizem a conservação e proteção do guaiamum com os modos de vida local, dando ênfase aos saberes tradicionais e voz aos atores locais, em particular os pescadores. O projeto decorreu na área que abrange os municípios de Cabo Frio e Casimiro de Abreu, ambos no estado do Rio de Janeiro, Brasil. O foco é o rio São João e seu entorno, onde as suas áreas estão protegidas por duas Unidades de Conservação: a Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado e o Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado. Contudo, por ser uma área relativamente extensa, localizada próxima a bairros residenciais, rica em vegetação e ainda com um dos principais rios da região, naturalmente atrai atores com seus múltiplos interesses. É justamente essa diversidade que, muitas vezes, acaba gerando conflitos, seja pela disputa relacionada ao uso do território ou até mesmo devido ao impacto causado por atividades exercidas de forma desordenada.

    No contexto dessa variedade de demandas de uso e apropriação do espaço, temos os pescadores artesanais locais ou oriundos de outras cidades ou estados que fazem da captura de guaiamum (Cardisoma guanhumi) uma das suas atividades e fonte de sustento. Todavia, desde 2014 a pesca de guaiamum está proibida em todo o território nacional porque essa espécie foi inserida na “Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção – Peixes e Invertebrados Aquáticos” como “criticamente em perigo”. Apenas mais tarde, em 2018, a legislação ofereceu uma oportunidade de retorno dessa atividade em áreas protegidas desde que fosse elaborado – e implementado – um Plano de Gestão Local (PGL) para a espécie em questão. Entende-se que esta seria uma oportunidade de harmonizar a conservação do guaiamum com a continuidade da atividade pesqueira tradicionalmente exercida. Diante dessas diretrizes legais, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio e a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro- Fiperj realizaram entre dezembro de 2019 e março de 2020 uma série de reuniões participativas visando a elaboração do PGL. Nestes encontros, os pescadores artesanais da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João/ Mico-Leão-Dourado compartilharam informações sobre a pesca do guaiamum, por meio de ferramentas de diálogo como mapeamento participativo e calendários sazonais.

    O Projeto Guaiamum – Bioecologia e Etnoconhecimento para a Conservação surge na intenção de contribuir para o fortalecimento do PGL por meio da geração de um robusto conjunto de dados. É justamente neste contexto que a caracterização dos usos e dos conflitos existentes nesta região se faz necessária e pode contribuir consideravelmente no entendimento sobre quais atividades se contrapõem com a pesca artesanal ou mesmo com a conservação do ambiente ou do guaiamum, ameaçando-os. Todavia, a perspetiva aqui abordada é de um desses atores: os pescadores artesanais das comunidades do Arroz (Casimiro de Abreu) e do Chavão (Cabo Frio).

    Convidamos a todos a ler este trabalho e a explorar mais sobre o tema. Clique AQUI para descarregar o livro.

    Fonseca, M., Alves, F., Mota, L., & Macedo, M. (2022). O Guaiamum no Rio São João e a gestão das áreas protegidas: Da diversidade de atores aos conflitos sociais. (2a edição). Projeto Guaiamum e autores. http://hdl.handle.net/10400.2/12349