Categoria: Oficinas & Diálogos

  • 🌊 Ciência em Ação: Projeto SHIFT-MARES 🔬

    🌊 Ciência em Ação: Projeto SHIFT-MARES 🔬


    Fátima Alves
    em representação do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, participou na Reunião Científica Final do Projeto SHIFT-MARES, que decorreu no passado dia 16 de janeiro de 2026, no Hotel SeaPorto, em Matosinhos.

    🎯 O que é o Projeto SHIFT-MARES? Este projeto inovador, financiado pelo programa Science4Policy 2024, investiga as variações nos serviços dos ecossistemas marinhos portugueses em cenários de alterações climáticas, com foco especial nos impactos sobre o turismo costeiro.

    📊Fátima Alves, em colaboração com Rosário Rosa e Diogo Guedes Vidal, apresentou os principais resultados do Workshop Participativo SHIFT-MARES, uma iniciativa que envolveu diferentes stakeholders na discussão sobre o futuro dos nossos ecossistemas marinhos, tendo como área de estudo a Ria Formosa (Algarve).

    🌍 Por que é importante? Compreender como as mudanças climáticas afetam os nossos ecossistemas marinhos é fundamental para: ✅ Proteger a biodiversidade marinha ✅ Preservar os serviços ecossistémicos essenciais ✅ Garantir a sustentabilidade do turismo costeiro ✅ Informar políticas públicas baseadas em evidência científica.

    #CiênciaPT#SHIFTMARES#EcossistemaMarinhos#AlteraçõesClimáticas#TurismoCosteiro#RiaFormosa#CIIMAR#InvestigaçãoCientífica#Science4Policy#SustentabilidadeMarinha#OceanoAzul

  • Ondas de calor: uma urgência social, territorial e de saúde pública

    Ondas de calor: uma urgência social, territorial e de saúde pública

    Destaques da intervenção de Fátima Alves no ciclo de debates TERRA Viva – Kit de Sobrevivência

    Na sua participação no ciclo de debates TERRA Viva, a investigadora Fátima Alves do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal foi clara: “o calor mata — e mata cada vez mais”. As ondas de calor são hoje uma urgência científica e social, com impactos diretos na mortalidade e na saúde, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.

    O que está em causa?

    • O aumento da frequência, duração e intensidade das ondas de calor, especialmente no sul da Europa e em Portugal
    • Uma geografia da vulnerabilidade, marcada por desigualdades sociais, territoriais e habitacionais
    • Grupos mais afetados: pessoas idosas, doentes crónicos, crianças, grávidas, trabalhadores ao ar livre e pessoas socialmente isoladas

    Fátima Alves sublinhou que nem todos sofremos o calor da mesma forma. As condições de vida, o território onde se vive, a qualidade da habitação e o acesso a espaços verdes fazem toda a diferença. As cidades, em particular, concentram riscos agravados devido às ilhas de calor urbano e à falta de preparação arquitetónica e ecológica.

    A natureza como aliada da saúde

    Um dos pontos centrais da sua intervenção foi o papel das árvores e dos espaços verdes. Longe de serem elementos decorativos, são agentes ativos dos ecossistemas, fundamentais para reduzir a temperatura, melhorar o conforto térmico e salvar vidas. Cortar árvores é, muitas vezes, agravar riscos invisíveis — mas reais — para a saúde pública.

    Um “kit de sobrevivência” coletivo

    Para Fátima Alves, responder ao calor extremo exige muito mais do que conselhos individuais. É preciso um kit coletivo, que inclua:

    • Refúgios climáticos acessíveis (bibliotecas, escolas, centros de dia)
    • Mais arborização e corredores de sombra
    • Articulação entre saúde, proteção civil e serviços sociais
    • Monitorização do território e apoio ativo às populações isoladas

    Literacia climática e em saúde, para transformar conhecimento científico em ação concreta

    A mensagem final é clara: investir em prevenção, planeamento e natureza é investir em saúde, bem-estar e justiça social.

    Assista à intervenção completa de Fátima Alves no debate no vídeo abaixo.

  • Trabalho de campo – Rede Marangatu

    Trabalho de campo – Rede Marangatu

    Entre 7 e 12 de dezembro, decorreu o trabalho de campo na Praia de Jacumã (João Pessoa), Brasil, no âmbito do projeto associado do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, integrado na Rede Marangatu, com a participação de Fátima Alves (coordenadora do projeto) e das investigadoras Marília FonsecaYedda Oliveira e Clarice Andrade.

    O primeiro dia foi dedicado à discussão do papel das organizações, projetos e agentes locais na manutenção, proteção e regeneração da biodiversidade marinha costeira. As conversas foram particularmente ricas e reveladoras, permitindo refletir criticamente sobre como estes atores têm atuado nos territórios e em que medida essas ações são percebidas como suficientes — ou insuficientes — face aos desafios socioecológicos atuais.

    No segundo dia, o foco centrou-se na realidade vivida: a situação atual da biodiversidade, o quotidiano das comunidades, os desejos para o território e as possibilidades concretas de os tornar realidade. Este momento foi fundamental para alinhar o diagnóstico técnico com as vivências, perceções e saberes locais, reforçando uma abordagem situada e participativa.

    Este trabalho de campo reforça o compromisso da Rede Marangatu com uma investigação ancorada no território, baseada no diálogo entre ciência e comunidade, e orientada para a co-construção de caminhos de regeneração da sociobiodiversidade costeira.

    Muitos parabéns à equipa!

  • 5º Intercâmbio da Rede Marangatu

    5º Intercâmbio da Rede Marangatu

    O GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental marcou presença no 5º Intercâmbio da Rede Marangatu, no Quilombo da Fazenda (Ubatuba, SP)

    É com enorme satisfação que partilhamos a participação das investigadoras Fátima Alves e Marília Fonseca no 5º Intercâmbio da Rede Marangatu – Rede de Ciência Cidadã para Governança Territorial e Promoção de Políticas de Preservação e Valorização da Sociobiodiversidade Costeira-Marinha, realizado no inspirador Quilombo da Fazenda, em Ubatuba (São Paulo, Brasil).

    Representando o projeto associado do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, “Promovendo o valor Cultural da Biodiversidade e da Sustentabilidade em Territórios Marinhos Costeiros: valorizando os saberes-fazeres plurais através da Universidade Intercultural dos Povos”, as investigadoras contribuíram ativamente nos momentos-chave deste encontro profundamente intercultural e colaborativo:

    • 2 de dezembro — Oficina de Trabalho Marangatu
    • Participação nas apresentações sobre a construção da Matriz da Sociobiodiversidade, partilhando metodologias, experiências territoriais e resultados obtidos no trabalho de campo desenvolvido pelo CFE-UC. Um momento essencial para afinar entendimentos e fortalecer a construção coletiva desta ferramenta estratégica para a Rede.
    • 3 de dezembro — Oficina de Trabalho Marangatu
    • Intervenção nos debates sobre Governança e Soberania de Dados, refletindo sobre as responsabilidades éticas no uso das informações produzidas em territórios tradicionais, e contribuindo para os pilares do futuro “Protocolo de Governança e Soberania de Dados da Rede Marangatu” — um passo crucial para combater o extrativismo académico e fortalecer práticas de ciência cidadã verdadeiramente participativas.

    Este intercâmbio, que reúne comunidades tradicionais, organizações locais e equipas de investigação de várias regiões do Brasil e de Portugal, é um espaço único de coaprendizagem, de fortalecimento político e de celebração da sociobiodiversidade que sustenta os territórios costeiros e marinhos.

    O CFE-UC orgulha-se de fazer parte desta rede, onde a ciência se constrói com as pessoas, para as pessoas — honrando conhecimentos plurais, práticas de cuidado e compromissos com a justiça socioecológica.