Categoria: Artigos Científicos

  • Driving forces of sea level rise risk for parish level risk management

    Driving forces of sea level rise risk for parish level risk management

    📢 Nova publicação

    Foi publicado na revista Discover Hazards (Springer Nature) o artigo “Driving forces of sea level rise risk for parish level risk management”, da autoria do nosso investigador do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental, Jorge Trindade, do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal.

    O estudo constrói um índice de risco de subida do nível médio do mar para Portugal continental, à escala da freguesia, combinando três dimensões — perigosidade, exposição e vulnerabilidade social — para os horizontes de 2040, 2070 e 2100, sob três cenários socioeconómicos (SSP1, SSP2 e SSP5).

    Os resultados mostram que, no cenário mais gravoso (SSP5), o índice de perigosidade aumenta cerca de 40% até ao final do século, mas de forma muito desigual no território: a heterogeneidade espacial deve-se sobretudo à geomorfologia local, à variabilidade biofísica da costa e à distribuição irregular das estruturas de proteção costeira, e não a uma inundação uniforme. A exposição de edifícios e população agrava-se de forma consistente, com o aumento mais acentuado entre 2040 e 2070, coexistindo zonas praticamente sem exposição com frentes costeiras densamente povoadas e altamente vulneráveis. Um dos achados mais relevantes é que os grupos sociais menos vulneráveis tendem a concentrar-se precisamente nas zonas de maior risco — um padrão que reforça a necessidade de políticas públicas locais altamente contextualizadas.

    O trabalho oferece, assim, uma base empírica sólida para o ordenamento do território e a gestão de risco costeiro a médio e longo prazo.

    🔗 Artigo completo: https://doi.org/10.1007/s44475-026-00057-w

  • Integração e regresso na emigração portuguesa

    Integração e regresso na emigração portuguesa

    📚 Nova publicação

    É com satisfação que partilhamos a publicação do nosso investigador João B Costa do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, que integra o livro “Integração e regresso na emigração portuguesa”, editado pelo Observatório da Emigração, Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa.

    No capítulo “Trajetórias migrantes e redes de sociabilidade translocais a partir de uma aldeia fronteiriça transmontana”, João Baía analisa as trajetórias migratórias iniciadas nas décadas de 1960 e 1970, explorando as redes de sociabilidade, os processos de mobilidade, o regresso e as ligações entre os lugares de origem e de destino. O estudo, centrado na aldeia de Montesinho, contribui para uma melhor compreensão das dinâmicas da emigração portuguesa e das múltiplas formas de pertença que caracterizam as experiências migratórias.

    O livro reúne sínteses de cinco teses de doutoramento recentes e aborda duas dimensões fundamentais da experiência migratória: a integração nos países de destino e o regresso a Portugal.

    https://observatorioemigracao.pt/np4/10745.html

    Parabéns ao nosso investigador por mais este importante contributo para o conhecimento sobre a emigração portuguesa!

  • Nature, urban life and the deep structures of urban belonging

    Nature, urban life and the deep structures of urban belonging

    📢 Nova publicação científica

    Partilhamos a publicação do artigo de perspetiva de Diogo Guedes Vidal , investigador do Grupo de Investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental, do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado TERRA da Universidade de Coimbra e respetiva Extensão na Universidade Aberta.

    Publicado na revista Frontiers in Sustainable Cities, o artigo Nature, urban life and the deep structures of urban belonging: a retrospective on leverage points in Porto, Portugal retoma a investigação doutoral do autor sobre os espaços verdes urbanos da cidade do Porto.

    A partir de uma avaliação dos serviços dos ecossistemas, de um inquérito a utilizadores e do mapeamento do comportamento de 979 pessoas em quatro espaços verdes distintos, o estudo evidencia a existência de uma “cidade a duas velocidades”, marcada por desigualdades ambientais e por diferentes possibilidades de acesso, utilização e apropriação da natureza urbana.

    O artigo propõe o conceito de estruturas profundas de pertença urbana, defendendo que os espaços verdes não devem ser entendidos apenas como infraestruturas funcionais. Constituem também espaços relacionais que sustentam a coexistência, a memória, o vínculo ao lugar e a consciência ecológica.

    A reflexão destaca que a transformação urbana mais profunda não depende apenas de soluções tecnológicas ou infraestruturais, mas também da forma como imaginamos, habitamos e partilhamos a cidade com o mundo vivo.

    Parabéns ao autor por este contributo para o debate sobre natureza urbana, justiça ambiental e sustentabilidade das cidades.

    🔗 Leia o artigo completo:

    https://doi.org/10.3389/frsc.2026.1903445

  • “Mitigação e Adaptação às Alterações Climáticas no Município de Maputo: percepções dos técnicos dos serviços municipais”

    “Mitigação e Adaptação às Alterações Climáticas no Município de Maputo: percepções dos técnicos dos serviços municipais”

    📢 Nova Publicação Científica

    Partilhamos com satisfação a publicação do artigo de autoria de Cortez Taipo, desenvolvido no âmbito da sua dissertação de mestrado na Universidade Aberta de Portugal e na extensão do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra na mesma Universidade, sob orientação das Professoras Fátima Alves e Paula Nicolau.

    O estudo analisa as percepções dos técnicos dos serviços municipais sobre os desafios da mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Município de Maputo. Através de entrevistas semiestruturadas e análise documental, a investigação revela que, apesar do reconhecimento dos riscos climáticos, a agenda climática ainda enfrenta dificuldades para se afirmar como prioridade na gestão municipal.

    Os resultados evidenciam que o Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas, embora existente, carece de uma implementação mais efetiva e de uma maior integração nos diferentes serviços municipais. Entre os principais desafios identificados destacam-se as limitações financeiras, técnicas e institucionais, que condicionam a capacidade de resposta às alterações climáticas.

    A investigação destaca ainda como a vulnerabilidade social, particularmente nos assentamentos informais, intensifica os impactos climáticos e impulsiona o desenvolvimento de estratégias informais de adaptação pelas comunidades. Neste contexto, o estudo promove uma reflexão sobre as complexas relações entre governança climática, desigualdades socioeconómicas e vulnerabilidade ambiental.

    Parabéns ao autor e às orientadoras por mais este importante contributo para a investigação sobre mudanças climáticas e desenvolvimento urbano sustentável.

    🔗 Leia o artigo completo: https://proa.ua.pt/index.php/captar/pt/article/view/39174