🌍 Ciência aberta faz-se com pessoas — e não apenas com dados

Published on

Hoje, na Universidade Aberta de Portugal, a investigadora e coordenadora Fátima Alves apresentou a comunicação “Ciência Aberta e Ciência Cidadã na Universidade Aberta: políticas, práticas e desafios institucionais” na sessão Abrir a ciência, ampliar o impacto, dedicada ao papel transformador da Ciência Cidadã na construção de uma ciência verdadeiramente aberta.

A mensagem central foi clara: abrir a ciência não é apenas disponibilizar resultados. É, sobretudo, repensar quem participa, que saberes contam e para quem se investiga.

🧠 Ciência Cidadã é uma opção epistemológica e política. Implica questionar:

-quem tem legitimidade para produzir conhecimento;

– que tipos de saber são reconhecidos (científicos, locais e tradicionais);

– que problemas merecem investigação, a partir das realidades dos territórios.

“A ciência nunca foi exclusivamente institucional. A Ciência Cidadã recupera e legitima práticas de produção de conhecimento que sempre existiram fora da academia.”

🌊 Um exemplo concreto no Brasil

A experiência apresentada, desenvolvida em territórios costeiros do

Brasil no âmbito do Projeto Associado do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal da Rede Marangatu (CNPq), ilustra uma Ciência Cidadã crítica e situada, baseada em:

-coprodução de conhecimento com comunidades tradicionais, povos indígenas e pescadores artesanais;

– diálogo horizontal entre ciência, saberes tradicionais e cosmologias locais;

– construção participada de protocolos de soberania de dados, prevenindo o extrativismo cognitivo;

– utilização dos resultados em políticas públicas e na defesa de direitos territoriais.

✨ Mensagem final

Não basta abrir a ciência.

É necessário transformar — e decolonizar — as práticas de produção de conhecimento.

🔗 Mais sobre o evento: https://portal.uab.pt/…/uab-promove-sessao-sobre-a…/