Numa manhã numa comunidade costeira do Brasil, o bombo começou a tocar, diferentes gerações ensaiaram os passos da Festa do Coco, e tornou-se evidente algo que nenhum relatório de biodiversidade consegue capturar: regenerar um ecossistema sem regenerar a rede de relações que lhe dá sentido é “restaurar a paisagem provisoriamente e deixar morrer, em silêncio, o que lhe dava sentido”.
Da Paraíba ao planalto mirandês, o mecanismo de perda é o mesmo: plantam-se árvores, mas não se planta continuidade. Recuperam-se solos, mas não quem ainda sabia lê-los.
Um texto que nos convida a pensar o restauro da natureza a partir do paradigma do cuidado e das comunidades como coautoras, não como beneficiárias.
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