Hoje, na Universidade Aberta de Portugal, a investigadora e coordenadora Fátima Alves apresentou a comunicação “Ciência Aberta e Ciência Cidadã na Universidade Aberta: políticas, práticas e desafios institucionais” na sessão Abrir a ciência, ampliar o impacto, dedicada ao papel transformador da Ciência Cidadã na construção de uma ciência verdadeiramente aberta.
A mensagem central foi clara: abrir a ciência não é apenas disponibilizar resultados. É, sobretudo, repensar quem participa, que saberes contam e para quem se investiga.
Ciência Cidadã é uma opção epistemológica e política. Implica questionar:
-quem tem legitimidade para produzir conhecimento;
– que tipos de saber são reconhecidos (científicos, locais e tradicionais);
– que problemas merecem investigação, a partir das realidades dos territórios.
“A ciência nunca foi exclusivamente institucional. A Ciência Cidadã recupera e legitima práticas de produção de conhecimento que sempre existiram fora da academia.”
Um exemplo concreto no Brasil
A experiência apresentada, desenvolvida em territórios costeiros do
Brasil no âmbito do Projeto Associado do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal da Rede Marangatu (CNPq), ilustra uma Ciência Cidadã crítica e situada, baseada em:
-coprodução de conhecimento com comunidades tradicionais, povos indígenas e pescadores artesanais;
– diálogo horizontal entre ciência, saberes tradicionais e cosmologias locais;
– construção participada de protocolos de soberania de dados, prevenindo o extrativismo cognitivo;
– utilização dos resultados em políticas públicas e na defesa de direitos territoriais.
Mensagem final
Não basta abrir a ciência.
É necessário transformar — e decolonizar — as práticas de produção de conhecimento.
Mais sobre o evento: https://portal.uab.pt/…/uab-promove-sessao-sobre-a…/






