Etiqueta: Policy Brief

  • Pradarias marinhas, turismo e sustentabilidade na Ria Formosa

    Pradarias marinhas, turismo e sustentabilidade na Ria Formosa

    📢 SHIFT-MARES contribui para os primeiros policy briefs Science4Policy

    Já está disponível o policy brief “Pradarias marinhas, turismo e sustentabilidade na Ria Formosa”, desenvolvido no âmbito do projeto SHIFT-MARES e agora publicado pelo PLANAPP 👇

    https://www.planapp.gov.pt/pradarias-marinhas-turismo…

    Esta publicação integra o conjunto dos primeiros policy briefs do Concurso Science4Policy (S4P), uma iniciativa do PLANAPP em parceria com a FCT, que reforça a ligação entre ciência e políticas públicas, promovendo decisões mais informadas, eficazes e orientadas para resultados.

    🌊 No contexto do SHIFT-MARES, este policy brief traduz conhecimento científico em recomendações concretas para a gestão da Ria Formosa, destacando o papel crítico das pradarias marinhas enquanto infraestrutura ecológica essencial — com implicações diretas na biodiversidade, nos serviços de ecossistema e na sustentabilidade do turismo costeiro.

    🤝 Tal como evidenciado ao longo do projeto, este contributo resulta de um trabalho colaborativo que articula modelação ecológica, evidência científica e processos participativos — incluindo o envolvimento de stakeholders através de workshops de coprodução de conhecimento, fundamentais para alinhar ciência com necessidades reais de gestão.

    🌱 Este é mais um passo no reforço de uma cultura de políticas públicas baseadas em evidência, promovida pelo PLANAPP enquanto knowledge broker, no âmbito do PRR.

    👏 Destacamos, mais uma vez, o contributo do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal através da participação de Fátima Alves, Rosário Rosa e Diogo Guedes Vidal, refletindo o compromisso com a interface ciência–política.

    👉 Conheça o policy brief e descubra como a ciência pode apoiar decisões mais sustentáveis.

  • 📢 Novo deliverable do projeto Phoenix H2020 publicado no site da Comissão Europeia

    📢 Novo deliverable do projeto Phoenix H2020 publicado no site da Comissão Europeia

    Foi publicado esta semana o Deliverable 5.4 – Evaluation of the pilot co-design process, um marco fundamental do projeto Phoenix H2020, que sistematiza e avalia, de forma aprofundada, a experiência de co-design desenvolvida nos diferentes pilotos europeus.

    Este trabalho foi liderado por Fátima Alves, contando na equipa do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal com Diogo Guedes Vidal, em estreita colaboração com Paolo Spada e Marco Meloni Lai, da University of Southampton, e em articulação direta com os parceiros locais envolvidos nos vários territórios piloto

    🌱 Porque é que este deliverable é tão relevante?

    O D5.4 apresenta uma avaliação inovadora e participativa dos processos de co-design desenvolvidos pelas Territorial Commissions for Co-Design (TCCD), combinando investigação académica, trabalho de campo, metodologias de ciência cidadã e processos de autoavaliação com os próprios participantes. O objetivo central foi compreender, de forma crítica e contextualizada, como os processos participativos contribuem para uma transição ecológica mais justa, inclusiva e eficaz.

    📊 Principais resultados

    ✔️ Os processos de co-design contribuíram de forma clara para o reforço das competências cívicas, do diálogo entre atores diversos e da capacidade de construção coletiva de soluções para problemas socioambientais.

    ✔️ A participação promoveu aprendizagem social, maior compreensão dos processos políticos e maior envolvimento comunitário, sobretudo em pilotos ligados à segurança alimentar, gestão do território e adaptação às alterações climáticas.

    ✔️ Persistem, no entanto, desafios relevantes:

    • sub-representação de jovens, comunidades rurais e grupos marginalizados em alguns contextos;

    • dificuldades em manter o envolvimento ao longo do tempo;

    • barreiras associadas à literacia digital;

    • e uma ligação ainda desigual entre os processos participativos e os ciclos formais de decisão política.

    Relatório disponível aqui: https://cordis.europa.eu/project/id/101037328/results

  • Universidade Intercultural dos Povos: Articulando Saberes para Vidas Sustentáveis e Justas

    Universidade Intercultural dos Povos: Articulando Saberes para Vidas Sustentáveis e Justas

    Acaba de ser publicado o Policy Brief Universidade Intercultural dos Povos: Articulando Saberes para Vidas Sustentáveis e Justas
    Autoria: Fátima Alves do Societies and Environmental Sustainability Research Group do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal que resulta do pós-doutoramento da investigadora realizado na ENSP/FIOCRUZ no âmbito do Programa CAPES-PRINT.
    O documento assenta num processo participativo e intercultural, desenvolvido com povos originários e comunidades tradicionais em dois territórios:

    • Brasil: Parque Nacional da Serra da Bocaina e Serra do Mar, com o Observatório dos Territórios Saudáveis e Sustentáveis (OTSS/FIOCRUZ);
    • Portugal: Serras da Gata e da Malcata, com base em Vilar Maior.
    • Prevê-se que esta articulação se amplie a outros contextos nacionais e internacionais.

    Com base em epistemologias plurais e inspirada nas cosmologias do Buen Vivir e da saúde coletiva, a Universidade Intercultural dos Povos (UIP) propõe:

    • Co-produzir conhecimento com comunidades e territórios como resposta às desigualdades em saúde e ambiente;
    • Democratizar os saberes indígenas, tradicionais e locais no ensino superior;
    • Valorizar a natureza como sujeito de cuidado, reciprocidade e pertença.


    O Policy Brief identifica desafios centrais para esta transformação:

    • Barreiras à inclusão de saberes não-hegemónicos na academia e nas políticas públicas
    • Falta de reconhecimento formal dos conhecimentos locais
    • Sub-representação das comunidades nas decisões que afetam os seus modos de vida

    Por isso, avança com recomendações de política pública concretas:

    • Apoio governamental à UIP como modelo de educação intercultural
    • Legislação inclusiva para a proteção da sociobiodiversidade e dos direitos da natureza
    • Investimento em inovação educativa
    • Parcerias internacionais sólidas
    • Reconhecimento dos saberes tradicionais e locais nas agendas de investigação e desenvolvimento sustentável

    Aceda ao documento completo através do link abaixo e junte-se à conversa sobre um futuro mais inclusivo e resiliente.

    Alves, F., & Albuquerque Castro, H. (2025). Universidade intercultural dos povos—Articulando saberes para vidas sustentáveis e justas: Policy Brief (p. 9) [Policy Brief]. Universidade de Coimbra. https://hdl.handle.net/10316/119320

  • Das vozes à ação: Capacitar a Governação Participativa

    Das vozes à ação: Capacitar a Governação Participativa

    Acaba de ser publicado o terceiro Policy Brief do projeto Phoenix H2020: From Voices to Action: Empowering Participatory Governance, da autoria de Fátima Alves & Diogo Guedes Vidal.

    Este policy brief surge num momento crucial em que os discursos sobre participação cidadã proliferam, mas os dispositivos institucionais ainda resistem a integrar verdadeiramente as vozes plurais da sociedade nos processos de decisão.

    A análise desenvolvida nas Comissões Territoriais para o Co-Design (TCCDs) revela não apenas o enorme potencial da participação pública para enriquecer e legitimar as políticas no âmbito do Pacto Ecológico Europeu, mas também os seus desafios estruturais:

    • Persistem lacunas de representação, sobretudo de jovens, comunidades rurais e grupos marginalizados;
    • A fadiga participativa desafia a sustentabilidade dos processos deliberativos;
    • Falta vinculação institucional real dos resultados dos processos participativos às políticas públicas.

    Mas há também sinais fortes de esperança:

    • A participação ativa aumenta a literacia política e ecológica dos cidadãos;
    • Processos colaborativos despertam sentido de pertença, responsabilidade cívica e confiança mútua;
    • Os modelos híbridos (digital/presencial) ampliam a acessibilidade e inclusão, desde que haja suporte adequado.

    As recomendações avançadas são claras:

    • Compensar a participação com tempo, transporte ou apoio social;
    • Reforçar os canais de comunicação contínua e transparente;
    • Integrar resultados nas decisões desde o início, com envolvimento político real;
    • Promover uma cultura de avaliação reflexiva e adaptativa.

    Para que a transição ecológica seja justa, precisa também de ser democrática e co-criada.

    Convidamos a explorar o documento disponibilizado abaixo e descobrir as nossas estratégias de diálogo intercultural na saúde e suas implicações para o futuro.

    Alves, F., & Vidal, D. G. (2025). From Voices to Action: Empowering Participatory Governance (Third Policy Brief) (workingPaper No. D6.9 / WP6; Third Policy Briedf, p. 8). Phoenix H2020. https://doi.org/10.13140/RG.2.2.23353.68961