O Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra, da Universidade de Coimbra com Extensão na Universidade Aberta de Portugal encontra-se a receber candidaturas para 1 Bolsa de Investigação (BI) no âmbito do projeto RESIGNIFY – “Resignificar a Natureza Urbana através do Planeamento Regenerativo, Emoções e Narrativas para Futuros Possíveis” (Ref. 2023.18252.ICDT), coordenado pelo GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental.
🎓 Quem pode candidatar-se?
Estudantes inscritos em programas de Doutoramento nas áreas de Sociologia, Antropologia Social e Cultural ou Geografia Humana
🌱 Principais atividades
Revisão sistemática da literatura sobre natureza urbana, planeamento regenerativo, emoções e narrativas urbanas;
Análise de estudos de caso nacionais e internacionais;
Análise de políticas públicas relacionadas com a natureza no planeamento urbano;
Apoio à definição e implementação de metodologias participativas (inquéritos, grupos focais, workshops, entre outras).
Duração inicial: 12 meses (com possibilidade de renovação)
📅 Prazo de candidatura: de 11 a 24 de junho de 2026
🔗 As candidaturas devem ser submetidas através da plataforma Apply UC
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📢 Oportunidade de Bolsa de Investigação | Projeto RESIGNIFY – CFE, Universidade de Coimbra

PROVAS DE AGREGAÇÃO NA ÁREA CIENTÍFICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS | Fátima Alves
Ontem, dia 20 de abril, na Sala de Atos da Universidade Aberta de Portugal, realizaram-se as Provas de Agregação na Área Científica de Ciências Sociais, subárea de Sociologia, área disciplinar de Sustentabilidade e Desenvolvimento da coordenadora do GI, Fátima Alves.
As sessões ilustraram a materialização de um percurso raro, daqueles que não apenas percorrem caminhos, mas que os criam. Fátima Alves não só coordena, como fundou, no seio do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, um espaço intelectual e coletivo que hoje é incontornável. Com ele, contribuiu para abrir a ecologia às ciências sociais, e a sociologia à complexidade do mundo vivo, recusando fronteiras disciplinares rígidas e afirmando a necessidade de pensar em relação, em interdependência, em coevolução.
O seu percurso é, nesse sentido, pioneiro e estruturante. Ao longo dos anos, tem vindo a desbravar, com rigor e sensibilidade, o campo das relações socioecológicas, convocando pluralidades de saberes, práticas e epistemologias, e insistindo nos diálogos — por vezes difíceis, sempre necessários — que permitem compreender os mundos da vida na sua densidade e heterogeneidade.
A sua coragem intelectual e sofisticada, como referida pelos membros do júri, sustenta uma sociologia da natureza que não observa “o ambiente” como exterior, mas que o reconhece como constitutivo das próprias relações sociais, dos modos de conhecer e de existir. Uma sociologia que se faz também nas margens, nas tensões, nos encontros entre disciplinas, saberes e formas de vida.
Nada disto é simples. É um trabalho exigente, por vezes solitário, frequentemente atravessado por resistências. Mas é, também, um trabalho profundamente necessário — talvez mais do que nunca — num tempo em que os desafios ecológicos nos obrigam a repensar, de forma radical, o lugar do humano no mundo.
O grupo de investigação reconhece, com profunda estima e gratidão, tudo o que este percurso tornou possível. Não apenas enquanto produção científica, mas enquanto criação de comunidade, de linguagem comum, de horizonte




É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já
“É preciso ver o que não foi visto,
ver outra vez o que se viu já…” — Saramago
Nesta época, talvez possamos reaprender a olhar: para o outro, para o tempo, para aquilo que muda e para o que insiste em permanecer.
Que cada pessoa, à sua maneira, encontre significado, seja na fé, na cultura, na natureza ou no simples recomeçar.
Boas celebrações, com respeito por todas as formas de viver e sentir este tempo.

São os votos do Societies and Environmental Sustainability Research Group


🌍📢 Novo Número Temático | Interculturalidade, Clima e Saúde
É com grande satisfação que divulgamos o número temático “Intercultural Dialogue in Climate Change and Health: Bridging Patients and Health Professionals in a Changing Climate”, em aberto na revista Frontiers in Health Services (Q1; IF 2.7).
Este trabalho inscreve-se na trajetória de investigação do grupo Sociedades e Sustentabilidade Ambiental, refletindo um compromisso contínuo com a análise das interligações entre ambiente, saúde e dinâmicas socioculturais. Em particular, este número articula-se com a investigação em curso no âmbito da tese de doutoramento em relações interculturais de Nidia Ponte, em curso na Universidade Aberta de Portugal sob orientação de Fátima Alves e Diogo Guedes Vidal. A edição deste número temático conta ainda com a participação de Marina Kovaleva e Franziska Wolf da HAW Hamburg, reforçando a dimensão colaborativa e interdisciplinar desta iniciativa.
Num contexto de crescente complexidade climática, este conjunto de contributos sublinha a importância do diálogo intercultural na construção de respostas mais inclusivas, eficazes e sensíveis às realidades dos diferentes grupos sociais, promovendo pontes entre utentes e profissionais de saúde.
Consulte o número completo aqui: https://www.frontiersin.org/…/intercultural-dialogue-in…