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  • OPINIÃO | A luta pelos recursos e o medo da mudança – por Fátima Alves

    OPINIÃO | A luta pelos recursos e o medo da mudança – por Fátima Alves

    OPINIÃO | A luta pelos recursos e o medo da mudança – por Fátima Alves 🌍🛢️

    algo que já não podemos ignorar: a luta pelos recursos naturais — petróleo, gás, água, minerais, território — está no centro das grandes tensões do nosso tempo. Num contexto de crise climática, de degradação ambiental e perda de biodiversidade, estes recursos tornam-se cada vez mais escassos e altamente disputados.

    Mas o que mais inquieta a investigadora Fátima Alves, do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, não é apenas o negacionismo climático, é a recusa em aceitar que o modelo de sociedade que conhecemos falhou — um modelo baseado em crescimento económico ilimitado, exploração intensiva da natureza e profundas desigualdades.

    Em vez de abraçar as transformações necessárias, muitos líderes agarram-se ao passado, reforçando a indústria da guerra e normalizando conflitos para manter um sistema que só adia o colapso. A crise ecológica e a erosão democrática, como nos lembra a autora, são duas faces da mesma realidade.

    ✨ Fátima Alves desafia-nos, no seu mais recente artigo de opinião no Diário As Beiras, a repensar o caminho que escolhemos. Uma verdadeira transição ecológica só será possível se for considerada justa, democrática e orientada para a vida — humana e não humana.

    ➡️ Leia o artigo completo aqui: https://www.asbeiras.pt/opiniao-a-luta-pelos-recursos-e…/

    #RecursosNaturais#MudançaClimática#JustiçaEcológica#Opinião#DiárioAsBeiras #LaboratórioAssociadoTERRA #SESrg #CFE #UAb #SociedadesESustentabilidadeAmbiental #CFE_UC

    Alves, F. (2026, janeiro 10). A luta pelos recursos e o medo da mudança. Diário As Beiras. https://www.asbeiras.pt/opiniao-a-luta-pelos-recursos-e-o-medo-da-mudanca/

  • 2025 e o futuro da democracia

    2025 e o futuro da democracia

    Opinião essencial para refletirmos sobre 2025 e o futuro da democracia

    Leia o mais recente artigo de Fátima Alves no Diário As Beiras “2025, o ano em que a democracia se vê ao espelho” — uma análise crítica e necessária sobre os desafios que a nossa democracia enfrenta, desde a normalização de discursos de ódio até à erosão de direitos conquistados ao longo de décadas.

    Num momento em que as desigualdades sociais, as tensões políticas e a fragilidade de direitos fundamentais ganham relevo, este texto convida-nos a pensar como cidadãos e cidadãs vigilantes e ativos, e a recusar respostas fáceis que ameaçam o tecido democrático.

    Convidamos a descobrir o artigo completo AQUI

    Alves, F. (2025, dezembro 13). 2025, o ano em que a democracia se vê ao espelho. Diário As Beiras. https://www.asbeiras.pt/opiniao-2025-o-ano-em-que-a-democracia-se-ve-ao-espelho/

  • Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer

    Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer

    No seu mais recente artigo de opinião, intitulado «Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer», Fátima Alves parte da imagem de um pequeno bosque de carvalhos abatido para dar lugar a painéis solares para interrogar o modo como a transição energética está a ser conduzida em Portugal. A questão que coloca é simples e incómoda: que energia pode ser verdadeiramente “limpa” quando destrói a pouca floresta autóctone que ainda existe e quando decisões com forte impacto ecológico e social são tomadas em nosso nome, sem participação efetiva das comunidades?

    A autora recusa a ideia de que a crise ecológica seja um destino inevitável ou uma espécie de castigo natural. Pelo contrário, sublinha que se trata do resultado de décadas de opções políticas e económicas que trataram a natureza como depósito inesgotável e as pessoas como mão-de-obra descartável. Exemplos como a autorização da chegada de elefantes em fim de vida a ecossistemas onde não pertencem, ou a expansão da agricultura intensiva em áreas protegidas, são apresentados como decisões alinhadas com interesses muito concretos, que fragilizam territórios e formas de vida.

    Ao longo do texto, Fátima Alves* critica também a retórica dos “sacrifícios necessários” em nome do progresso. Pergunta de quem são, afinal, esses sacrifícios: das populações rurais cada vez mais isoladas, dos jovens empurrados para vidas precárias, dos trabalhadores que veem a saúde e a educação públicas encolherem, ou dos migrantes transformados em bode expiatório de problemas que não criaram. A ideia de que “não há alternativa” é analisada como mecanismo que normaliza desigualdades, legitima destruição e oculta quem beneficia deste modelo.

    Outro eixo central da reflexão é a normalização quotidiana de discursos autoritários e xenófobos por parte de setores da classe política e dos meios de comunicação social. Ao oferecer explicações fáceis para problemas complexos, estes discursos desviam o olhar dos verdadeiros centros de decisão e contribuem para desresponsabilizar quem lucra com o desordenamento territorial, a precariedade laboral e a exploração intensiva da natureza.


    Convidamos a descobrir o artigo completo AQUI


    * Grupo de Investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado TERRA da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal.


    Alves, F. (2025, novembro 15). Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer! Diário As Beiras. https://www.asbeiras.pt/opiniao-entre-a-banalizacao-do-inaceitavel-e-as-escolhas-coletivas-que-temos-de-fazer/


  • Sobre os sujeitos da Crise Ecológica, ou como começar de novo

    Sobre os sujeitos da Crise Ecológica, ou como começar de novo

    Na sua mais recente crónica, a investigadora e coordenadora do Societies and Environmental Sustainability Research Group do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, Fátima Alves, convida-nos a repensar profundamente os alicerces das ciências ambientais e das ciências sociais perante a crise ecológica.

    Com a sensibilidade de quem escuta o mundo mais-que-humano não como cenário, mas como sujeito, a autora escreve sobre as ausências que falam, sobre os saberes que escapam às grades da ciência hegemónica, e sobre o imperativo ético de construir um conhecimento comprometido com a regeneração da vida.

    Este texto assume-se, desta forma, como um manifesto. A uma ciência mais humilde, mais relacional, mais atenta às vozes silenciadas, humanas e não humanas. A uma viragem epistemológica que nos desafia a escutar territórios como redes de interdependência, zonas de tensão e mundos partilhados.

    Ler este texto é aceitar o convite para imaginar, com seriedade, novos começos. Para abrir espaço, inclusive nos nossos métodos, à escuta dos ciclos da água, das pedras, das florestas e dos peixes.

    Como comunicar com aquilo que não fala a nossa língua? Como construir conhecimento sem dominar, sem colonizar, sem silenciar?

    Um texto necessário, lúcido e comovente.

    Recomendamos a sua leitura atenta para quem quer pensar a ciência, a crise e a vida de forma verdadeiramente transformadora.

    Convidamos a ler o artigo completo no Diário as Beiras

    Alves, F. (2025, junho 28). Sobre os sujeitos da Crise Ecológica, ou como começar de novo. Diario as Beirashttps://www.asbeiras.pt/opiniao-sobre-os-sujeitos-da-crise-ecologica-ou-como-comecar-de-novo/