Categoria: Artigo em Revista Científica

  • When Urgency Feels Distant: Rethinking Social Perceptions of Climate Change Among Social Sciences and Humanities Researchers

    When Urgency Feels Distant: Rethinking Social Perceptions of Climate Change Among Social Sciences and Humanities Researchers

    Foi publicado pela Springer Nature o capítulo “When Urgency Feels Distant: Rethinking Social Perceptions of Climate Change Among Social Sciences and Humanities Researchers”, integrado na obra “Sustainability Transition and Global Citizenship in the Digital Era: Innovations in Universities”.

    O capítulo é da autoria de Fátima Alves e Diogo Guedes Vidal, ambos investigadores do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental, do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado TERRA da Universidade de Coimbra e sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, e de Maria Fernanda Rollo.

    Desenvolvido no âmbito da COST Action SHiFT (CA21166), o estudo baseia-se num inquérito a 85 investigadores europeus e não europeus das Ciências Sociais e Humanidades. Os resultados revelam uma diferença significativa entre o reconhecimento global da crise climática e a sua perceção no plano local e quotidiano:

    • 87,7% reconhecem as alterações climáticas como uma ameaça global;

    • 60,5% consideram-nas um problema local grave;

    • 50,6% relacionam os seus efeitos com a vida quotidiana.

    Os autores interpretam esta diferença como uma forma estruturada de distância afetiva, influenciada pela localização sociogeográfica, pelas posições geracionais, pelas culturas epistémicas e pelas disposições emocionais e espirituais.

    O estudo questiona, deste modo, uma compreensão linear do envolvimento climático, segundo a qual um maior conhecimento conduziria necessariamente a uma perceção mais imediata do risco ou a um maior compromisso com a ação. Em alternativa, propõe que esse envolvimento seja entendido como um processo dinâmico, no qual se cruzam escalas de perceção, imaginários coletivos, conhecimentos, crenças e emoções.

    Entre as recomendações apresentadas destacam-se o reforço da educação de base territorial, da colaboração interdisciplinar e de pedagogias emocionalmente sensíveis nas instituições de ensino superior.

    DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-032-22076-9_30

  • Nature, urban life and the deep structures of urban belonging

    Nature, urban life and the deep structures of urban belonging

    📢 Nova publicação científica

    Partilhamos a publicação do artigo de perspetiva de Diogo Guedes Vidal , investigador do Grupo de Investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental, do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado TERRA da Universidade de Coimbra e respetiva Extensão na Universidade Aberta.

    Publicado na revista Frontiers in Sustainable Cities, o artigo Nature, urban life and the deep structures of urban belonging: a retrospective on leverage points in Porto, Portugal retoma a investigação doutoral do autor sobre os espaços verdes urbanos da cidade do Porto.

    A partir de uma avaliação dos serviços dos ecossistemas, de um inquérito a utilizadores e do mapeamento do comportamento de 979 pessoas em quatro espaços verdes distintos, o estudo evidencia a existência de uma “cidade a duas velocidades”, marcada por desigualdades ambientais e por diferentes possibilidades de acesso, utilização e apropriação da natureza urbana.

    O artigo propõe o conceito de estruturas profundas de pertença urbana, defendendo que os espaços verdes não devem ser entendidos apenas como infraestruturas funcionais. Constituem também espaços relacionais que sustentam a coexistência, a memória, o vínculo ao lugar e a consciência ecológica.

    A reflexão destaca que a transformação urbana mais profunda não depende apenas de soluções tecnológicas ou infraestruturais, mas também da forma como imaginamos, habitamos e partilhamos a cidade com o mundo vivo.

    Parabéns ao autor por este contributo para o debate sobre natureza urbana, justiça ambiental e sustentabilidade das cidades.

    🔗 Leia o artigo completo:

    https://doi.org/10.3389/frsc.2026.1903445

  • “Mitigação e Adaptação às Alterações Climáticas no Município de Maputo: percepções dos técnicos dos serviços municipais”

    “Mitigação e Adaptação às Alterações Climáticas no Município de Maputo: percepções dos técnicos dos serviços municipais”

    📢 Nova Publicação Científica

    Partilhamos com satisfação a publicação do artigo de autoria de Cortez Taipo, desenvolvido no âmbito da sua dissertação de mestrado na Universidade Aberta de Portugal e na extensão do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra na mesma Universidade, sob orientação das Professoras Fátima Alves e Paula Nicolau.

    O estudo analisa as percepções dos técnicos dos serviços municipais sobre os desafios da mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Município de Maputo. Através de entrevistas semiestruturadas e análise documental, a investigação revela que, apesar do reconhecimento dos riscos climáticos, a agenda climática ainda enfrenta dificuldades para se afirmar como prioridade na gestão municipal.

    Os resultados evidenciam que o Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas, embora existente, carece de uma implementação mais efetiva e de uma maior integração nos diferentes serviços municipais. Entre os principais desafios identificados destacam-se as limitações financeiras, técnicas e institucionais, que condicionam a capacidade de resposta às alterações climáticas.

    A investigação destaca ainda como a vulnerabilidade social, particularmente nos assentamentos informais, intensifica os impactos climáticos e impulsiona o desenvolvimento de estratégias informais de adaptação pelas comunidades. Neste contexto, o estudo promove uma reflexão sobre as complexas relações entre governança climática, desigualdades socioeconómicas e vulnerabilidade ambiental.

    Parabéns ao autor e às orientadoras por mais este importante contributo para a investigação sobre mudanças climáticas e desenvolvimento urbano sustentável.

    🔗 Leia o artigo completo: https://proa.ua.pt/index.php/captar/pt/article/view/39174

  • “Velas na Escuridão: Ensaio sobre Crise e Esperança”

    “Velas na Escuridão: Ensaio sobre Crise e Esperança”

    🕯️🌍 Novo artigo publicado!

    O nosso investigador e doutorando Jorge Moreira acaba de publicar o ensaio “Velas na Escuridão: Ensaio sobre Crise e Esperança”, na revista Captar, um texto interdisciplinar que convida à reflexão sobre alguns dos maiores desafios do nosso tempo.

    Partindo das crises ecológicas, climáticas, sociais, políticas e tecnológicas que caracterizam o Antropoceno, o autor analisa os riscos que emergem da degradação ambiental, das desigualdades sociais, da erosão democrática e das transformações aceleradas promovidas pelo tecnocapitalismo.

    Num contexto marcado pela incerteza, Jorge Moreira propõe a esperança como uma força ética, estética e política capaz de sustentar práticas de resistência, cuidado, cidadania e transformação social. A esperança surge aqui não como uma abertura ativa ao possível, essencial para enfrentar os desafios contemporâneos e imaginar futuros mais justos, sustentáveis e interconectados.

    Parabéns ao autor por este relevante contributo para a reflexão crítica sobre sustentabilidade, justiça socioambiental e os futuros que queremos construir.

    Acesso ao artigo: https://proa.ua.pt/index.php/captar/pt/article/view/43092